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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Meu Gurú!

`O tempo e o espaço são modos pelos quais pensamos e não condições nas quais vivemos´.

Albert Einstein

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Desafios

"Não podemos pensar que as coisas sempre vão ser como gostaríamos que fossem. Que o comportamento dos outros irá combinar com os nossos sentimentos, atitudes e valores; que eles serão sempre suaves conosco. É dito que tanto a chuva como o sol são necessários para formar um arco-íris. São os desafios que criam os campeões."

BK Suredran, Self-esteem and human relationships, World Renew, December, 2003

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Visita ao Templo Zen Budista

Pacaembu - São Paulo/SP - Um convite irrecusável do Beto, nos levou ao Templo Zen Budista de São Paulo, para uma palestra da Monja Cohen. As palestras acontecem todas as terças-feiras em uma casa muito agradável, bem ao lado do estádio do Pacaembu.

Após o Zazen, meia hora de meditação, começou a palestra. A Monja e seu inseparável cão! Muito simpática, conhecida na mídia, a monja de 60 anos (aparenta 40), nos envolveu com sua fala doce e precisa.

Falou-se sobre o Dharma e sobre o que é sermos Budas. Não adianta falar, tem que fazer, tem que agir como Buda. Foram quase 1h30 de ensinamentos para toda a vida.

Pretendo voltar mais vezes! Se eu conseguir abosrver pelo menos 20% do que ela prega, estou feliz.

MAM: A privada de Marcel Duchamp

MAM - Ibirapuera - Sao Paulo/SP - No último sábado, dia 23 de agosto, não resisti ao passar em frente do MAM no Ibirapuera e me perguntei, porque não? Por apenas R$ 5,50 conheci a obra de Marcel Duchamp, o artista mais influente dos séculos XX e XXI e é a primeira exposição realizada na América Latina.

Ao sair da Running Show, a feira de expositores sobre corrida de rua, caí no MAM em uma exposição guiada. Guiada mais ou menos, pois eu ía e vinha a todo o momento pelo museu e corria na frente do guia para poder antever sobre o que ele falaria. Quando ele começava a falar eu já sabia sobre o assunto, mas era enriquecida pelos seus comentários.

"Marcel Duchamp: Uma obra que não é uma obra de arte", é o título da mostra. Irrevente, Duchamp confrontou-se com os estilos de sua época e declarou a arte como um experimento. Uma privada é o carro chefe da mostra e Duchamp compara a peça com a projeção de Buda. Olhando bem de perto, parece mesmo com a imagem dele. Além disso, Duchamp criou ready-made, a arte de recriar em cima de obras já existentes. E porque isso não seria arte também?

Não tem como não dar altas risadas em sua mostra. Uma imagem do quadro da Monalisa com barba e bigode, assim como suas próprias fotografias vestido de mulher, aventais fálicos, entre outras obras, tornam a visita bem agradável e leve.

É muito interessante ir em exposição sozinha. Você presta mais atenção aos detalhes e submerge naquela realidade, como em uma viagem ao passado. Interessantíssimo!

Vale a pena conferir a obra desse artista!

31ª edição da feira da Vila Madalena

Vila Madalena - São Paulo/SP - E depois de uma manhã zen no Ibirapuera, lá fomos eu e Solange na 31ª Feira da Vila Madalena! O evento acontece apenas uma vez por ano e reúne os artesãos locais em uma feira recheada de mais coisas zen, esquisotéricas que eu tanto adoro. Além, é claro das comidas maravilhosas. Realmente não temos vergonha na cara em dizer que ficamos durante 3 horas apenas comendo e com a cara de pau de arrumarmos, ainda, uma cadeira para cada uma na calçada, "prá comida assentar melhor".

Logo ao chegarmos encontramos, coincidentemente, o Dú Padovani, meu companheiro de perrengues no Ecomotion/Pro, curtindo um som com seus amigos. A alegria não durou muito, o som explodiu em um curto circuito e, então, nos entregamos à culinária da Vila. Com direito ao grand finale: espetinho de morango com chocolate! Os dois últimos espetinhos da festa! Ueba!

Fundado há mais de 20 anos, o Centro Cultural Vila Madalena nasceu junto com a Feira, criada por um grupo de moradores da Vila como forma de integrar os jovens estudantes da Universidade de São Paulo que vieram morar no bairro nos anos 70 com os tradicionais moradores.Segundo o seu presidente, José Luiz de França Penna, o objetivo principal da entidade é ser um aglutinador das manifestações artísticas e culturais do bairro, além de proporcionar lazer, cultura e educação aos moradores da região. O Centro Cultural Vila Madalena foi o grande precursor das festas populares de rua de São Paulo. Hoje, vários bairros seguem seu exemplo com muito êxito promovendo vários eventos para as suas comunidades.

A alma indiana de Krishna Das

Ibirapuera - São Paulo/SP - E é assim, que consigo classificar este cantor norte-americano, que tem alma indiana. "Sua voz ecoa em nossos corações". O primeiro contato que tive com seus mantras foi através da prática de Yoga, no Instituto de Yoga Clássico de Campinas, há 4 anos.


Tenho uma tênue relação com a cultura da Índia e acredito que com Krishna Das seja da mesma forma. Ele abalou 5.000 pessoas que foram vê-lo no evento Yoga pela Paz, que aconteceu no Ibirapuera no último dia 17 de agosto.

E lá estávamos, eu e Solange, para vê-lo. Diz a lenda que Susi e Beto também estavam, mas começo achar que apenas em alma, rs. A apresentação durou 2h30, sem interrupções, com Krishna Das sempre em lótus completo. As 5.000 pessoas ali presentes, em perfeita harmonia, representavam o que pode se chamar de a sintonia da paz. Uma energia tão positiva que era possível flutuar literalmente em determinados momentos.

O êxtase total veio com Om Namah Shivaya. Meu guia gostou e eu também!!!


terça-feira, 26 de agosto de 2008

Bairro Ipiranga - Voltando às origens!

Ipiranga - São Paulo/SP - Final de semana retrasado, mais especificamente dias 16 e 17 de agosto, foi especial. Tour pelo Ipiranga, Show com Krishna Das no Ibirapuera e Feira da Vila Madalena. Logo no sábado, foi uma verdadeira volta ao passado, às minhas origens aqui em São Paulo. O tour pelo bairro do Ipiranga, onde nasci e vivi até os 13 anos de idade, rendeu boas histórias. Apesar de já ser Campineira por uso capião, não dá para negar que meu coração é paulistano!

Foi emocionante rever todo o bairro e os principais pontos por onde eu e minha família circulávamos. A cada rua revisitada era um telefonema para minha mãe relatando a caminhada pelo bom e velho Ipiranga. Aliás, muito velho mesmo.

O nome Ypiranga foi dado ao riacho que se tornou célebre e passou a ser chamado de rio após D. Pedro proclamar a independência do Brasil e deriva-se do dialeto tupi-guarani (dos índios Guaianazes).

Comemora-se o aniversário do Bairro do Ipiranga aos 27 de Setembro de 1584, data em que aparece a primeira citação do "Ireirepiranga" nas Atas da Vila de São Paulo.

Universidade São Marcos - Desci de busão na rua Silva Bueno, onde começou minha trajetória. Famosa pelas inúmeras lojas ao longo de vários quarteirões, é ali que fica o conhecido Mercadão do Ipiranga, o Mercado Municipal José Gomes de Moraes Neto. Eu não me lembrava mais de como era aquela "muvuca" toda e como era imensa aquela rua. Desci no último ponto, para que pudesse ver exatamente como estava toda a sua extensão. Neste pedacinho do bairro eu já estava extasiada.



Comecei a subir, não me lembrava como poderia fazer para chegar na Avenida Nazaré, mas segui caminhando em busca de lembranças. Debaixo de um sol escaldante, que torrou meus ombros desnudos pela regata preta, dei de cara com a Universidade São Marcos. Um prédio bem antigo, que na época em que meu pai estudou administração por lá, ainda era apenas uma Faculdade.

Fazendo algumas pesquisas sobre a história da São Marcos, acabo de descobrir que ela tem 36 aninhos de vida. Nasceu em 1970, 4 anos antes de mim! Passei por duas de suas unidades e não resisti, entrei na unidade que fica paralela com a Avenida Nazaré. Um prédio muito antigo, mas muito bem conversado, com um lindo jardim, chamado de prédio João XXIII. O prédio João XXIII é uma menção honrosa ao “Papa da Bondade”, feita pelas Irmãs Salesianas e continuada pela direção da Universidade São Marcos. Ele pontificou de 1958 a 1963, período em que modernizou a Igreja Católica, tornando-a independente dos poderes existentes e intervindo em assuntos políticos, econômicos e sociais. Em 1920, foi inaugurado ali o Noviciado Nossa Senhora das Graças, em terreno doado pelo conde José Vicente de Azevedo. O local sofreu modificações até o início da década de 50, quando foi construída a capela onde, atualmente, funciona a Biblioteca da Universidade São Marcos. Desde 1974, a Universidade aluga o prédio onde funcionam alguns de seus cursos.

A história da Universidade São Marcos está ligada diretamente à biografia do Conde José Vicente de Azevedo (1859-1944), personagem ímpar que contribuiu de forma marcante para o desenvolvimento do bairro do Ipiranga. Os prédios que acolhem quatro dos sete prédios históricos da Unidade Ipiranga, foram construídos entre o final do século XIX e início do XX, em terrenos doados pelo Conde, a fim de abrigarem instituições educacionais dedicadas aos segmentos sociais mais carentes. De acordo com o professor Lincoln Etchebéhère Junior, o Ipiranga da época era fabril e reunia um número grande de imigrantes e descendentes de ex-escravos.


Colégio Maria Imaculada Dr. Piero Roversi - Não poderia deixar de citar que logo depois da São Marcos, passei pelo Seminário Nossa Senhora da Glória onde fiz o primeiro ano do ginásio e o Colégio Maria Imaculada, onde estudei até a 7ª série do ginásio. Nada mudou neste quarteirão, os prédios, já antigos na época de pequena, continuam intactos. Do outro lado da avenida o prédio das internas do Nossa Senhora, que hoje não deve ter mais essa finalidade. A Bandeira do Brasil continua hasteada no mesmo mastro e o posto de gasolina da esquina e a padoca, também, continuam no mesmo lugar. Segundo minha tia Isaura, a única irmã da minha época, a Irmã Carly foi embora e não resta mais ninguém prá contar história. O prédio da escola data de 1930 e abriga um painel de cerâmica com a imagem de Maria Imaculada. "Mamãe, mamãe me dá sua mão...", a Sara vai lembrar dessa música e foi o que lembrei ao passar por lá. E pasmem, antigos estudantes do Maria! O colégio agora tem até site: http://www.colmariaimaculada.com.br/.


É a vida passa... Parei na padoca para tomar uma vitamina e continuar minha caminhada. Mas não posso pular para o próximo tópico sem antes fazer uma homenagem à professora atual mais legal do Colégio, minha prima Priscila (segundo da direita para a esquerda)!!! ÊEEEEEEEE. Nessa foto consigo reparar no detalhe do buraco das escadinhas... é, os buracos ainda existem. Era ali que brincávamos na hora do recreio, um arremessando o outro no buraco. É, eu tinha medo dessa "brincadeira". Perái, a 3ª da esquerda para a direita estudou com meu irmão, não lembro o nome dela, mas temos uma foto dela pequenininha, em sua primeira comunhão!





Faculdade Getúlio Vargas - Minha idéia de visitar o Museus dos Bichos, mantido pela USP, localizado na Avenida Nazaré foi por água abaixo. A ansiedade era tanta para começar a descer a "ladeira da lamentação" que abortei a visita, pelo menos nessa oportunidade. Comecei a descer, sentido Faculdade Getúlio Vargas, que continua com seus tijolinhos à vista, mas parece que aumentou. Colégio técnico de administração de empresas e agora faculdade, agora tem quase um quarteirão inteiro de construção. Nesse momento, insconscientemente, andava pela rua batendo os dedos no muro da São Marcos, coisa que fazia desde pequena e ficava com as juntas todas raladas. Comecei a rir sozinha frente a esta minha lembrança, que ainda era muito viva, apesar dos 20 anos passados.


Ladeira da Lamentação - Agora eu já fazia o caminho de volta para casa, quando vinha da escola. Dei uma passada na casa da Alejandra, amiguinha chilena que estudava comigo e morava na Gama Lobo. O buteco da esquina, que antes vendia o meu lanche do recreio, aquele enrolado de presunto e queijo campeão, assumiu de vez seu lado buteco. Nada de enrolado de presunto e queijo ou pão de queijo ou francês que fosse. Apenas pinga. E logo ali, ela, a tão temida e tenebrosa LADEIRA da lamentação, que ía dar na Rua Frei Durão, onde passei toda a minha infância. Nossa, era mais curta do que eu lembrava, mas muito mais íngreme! É uma rua em praticamente 80º, onde nunca conseguíamos imaginar como era possível se manter em pé dentro de suas casas. Obviamente, pensamento que se passava na cabeça das crianças e que agora passava na minha novamente. Desci freando e tropeçando, pois queria andar, frear e olhar cada detalhe daquelas casinhas todas que eu me recordava como em um passe de mágica. Ladeira de tantas histórias. Minha mãe, coitada, subia e descia com as mochilas de 3 crianças nas costas, de 2 a 4 vezes ao dia. Isso por apenas 20 anos, pois minha mãe já trilhava aqueles caminhos desde pequena no mesmo vai e vém. Desconjurava.

Rua Frei Durão - Passada a emoção da ladeira, agora estava eu lá, na Rua Frei Durão, em direção à tia Joana que continua com sua casinha, firme e forte. Mais uma vez não resisti ao ímpeto de olhar tudo antes de parar em algum lugar específico e fui em direção ao número 442. Aquela casinha pobre, mas com porão (aquele porão era tudo!), não existe mais. No seu lugar um sobrado enorme (proporcionalmente ao que era antes, claro) surgiu em seu lugar. Ainda bem que algo evoluiu por ali. Mas a calçadinha, ah a calçadinha não existe mais. Cenário dos meus sonhos e pesadelos, virou uma rua sem degraus. Onde estavam meus degraus, que se tornavam piscinas em meus sonhos? Onde brincávamos incessantemente com meus primos (vizinhos de escadinha)? Que pena, o cenário desmantelou-se. Fiquei ali por um bom tempo, quando lembrei que ainda podia visitar o supermercado Koti!!! Não, também não funcionava mais. E nem o açougue onde eu comprava carne desde os 5 anos de idade e sozinha!!! Era um acontecimento cada vez que ía ao açougue, me sentia muito importante. E, no auge dos meus tempos cavernosos, salivava ao ver a carne vermelhinha e aquele cheiro horroroso que hoje chamo de defunto. Ah, que bom que as coisas evoluem e as pessoas também. Também não há mais a banca de revista, na garagem de uma casa, onde comprava minhas figurinhas e começava minha coleção de bichinhos miniatura. Desci mais um lance de escadinhas em direção à Rua Arciprestes Ezequias, com o intuito de ver se ainda existia a casa da Shirley, outra coleguinha de escola que morava com os pais que eram professores de música e piano, os dois cegos. Sim!!! Existia, e para minha surpresa ainda havia uma placa: Aulas de piano. Foi emocionante. Anotei o telefone. Quem sabe um dia tomo coragem e ligo para saber do paradeiro dos colegas de infância.

Igreja Cristóvão Colombo - De volta à Rua Frei Durão agora o destino era a ex-casa da minha avó, na Umburetama. Sem antes deixar de verificar a casa da Maria Luíza e onde meu avô estacionava todas as tardes seu fusquinha. Trocadilhos à parte, prossegui até o final da Frei Durão, passando pela antiga casa de umbanda que tanto medo eu tinha quando na infância. A casa, que continua azul, agora é um centro de apoio aos povos indígenas, pode? Continua sendo um centro de apoio e caridade, hoje entendo isso. E a tarde prosseguiu, já estava andando desde às 11h e o sol estava a pino, quando meu relógio marcava 14h e dei de cara com a lavanderia do japonês, que continua em pé provavelmente graças aos seus descendentes e a casa da Maria Louca que nos atirava pedras na rua.

Os fios de alta tensão, que sempre me chamaram muita a-tenção (rs), continuam com as pipas enroscadas, sinal de que muitas crianças ainda brincam pelas ruas daquele bairro antigo. Sem deixar de citar os tênis enroscados pelos cadarços, balançando com o vento, fato que me fez dar muita risada até chegar na casa da minha avó, que não existe mais. Foi demolida, mas as casas de suas vizinhas, até com a mesma pintura estão. Tudo muito judiado e despedaçado, mas continuam lá.

Queria ver como estava a primeira casa que a minha tia Ângela morou quando se casou, por isso segui pela Huet Bacelar e a idéia era sair direto no Instituto Cristóvão Colombo, na Dr Mario Vicente. A casa da minha tia sempre foi a mais bonita da rua e continua sendo. Hoje está feia e continua sendo a mais bonita da rua. Ah, mas a Huet Bacelar agora tem uma grande novidade, o Aquário de São Paulo. Um complexo com aquários gigantescos, planetário e cinema em terceira dimensão. Já havia visitado o local recentemente.

Mas a idéia verdadeira mesmo, vou ser sincera, era escorregar novamente no "escorregador" da igreja onde fui batizada e onde assisti a tantas missas, verdadeiras incógnitas para mim. Enquanto o padre falava um quase latim, sem microfone, em voz cantada no mesmo ritmo do começo ao fim, não foram poucas as vezes que eu e meus irmão fugimos da igreja para brincar no escorregador corrimão da igreja. Eram domingos enfadonhos, mas ao mesmo divertidos.

Achei na internet uma descrição do local muito interessante: não espere se deparar com uma construção diante do número dessa rua. Passe o portal e siga sem medo pela viela de pedra. Pequenas travessinhas, repletas de casotas geminadas surgirão no caminho. No centro, está o Instituto Cristóvão Colombo, que em 1.995 iniciou atividade como orfanato. A fachada é composta por uma Igreja de linhas marcantes que mesclam os estilos neoclássico e art déco. Na década de 60, ela ganhou um anexo em linhas retas e azulejos coloridos. Mistura maluca? Há mais de frente para a Igreja, está o Seminário João XXIII, onde está a ordem dos Padres Carlistas. O tombamento nessa região faz menção às arvores do bosque em frente à construção. Ou seja, a imensa mangueira centenária está livre da especulação imobiliária.


Vale uma foto!


Detalhe do meu escorregador de infância - Seminário João XXIII – Congregação dos Missionários de São Carlos – R. Dr. Mario Vicente, 1108

Vale lembrar que neste momento, já havia ligado para a minha mãe, em Campinas, umas 50 vezes. Na última ligação ela me disse: "fica zoando na escadaria da igreja que os padres vão te expulsar daí!". Que engraçado, a mesma frase que ouvia quando tinha 7 anos de idade! É, apesar de mudar, as coisas não mudam, rs.


Família
- E depois de "zoar" na igreja, o jeito era ir visitar a minha família que ainda mora no Ipiranga. Antes, dei uma passadinha na casa onde minha tia Ângela morou antes de sua ída definitiva para Recife e não pude deixar de medir a garagem onde minha mãe "tentava" guardar sua Brasília verde. Realmente ela tinha razão, a garagem era muito estreita. Última passada na Frei Durão, 442 e rumo à Tia Joana. O povo quase infartou quando me viu. Uma mistura de "nossa, quem é você?" com "o que você tá fazendo aqui perdida?", rsrsrs. Foi divertido rever Tia Joana e os seus bolinhos de queijo, digo sua família. Ela continua cozinhando muito bem diga-se de passagem. De quebra ainda conheci minha priminha de TERCEIRO grau (nossa!), linda demais. E os gatos? Impagáveis, agora já arrumei um marido para Mica Lady, pena que ele é castrado. Mas acho que ela não vai nem reparar, porque ela também é, rs.

Fui até a casa do Nenê (que de Nenê nunca teve nada, rs) onde sua filhota tava fazendo aniversário, minha ouuuutra prima de terceiro grau, a Natália. A Marli me deu uma carona até a casa da Titia Isaura. Apesar da gentileza, minha idéia era ainda perambular bastante até chegar na Rua Vergueiro, mas não foi possível dizer não, rs. E lá dei de cara com a Priscila e minha priminha de segundo grau, a bonequíssima Alice. Ela é a miniatura da Pris e brincando com ela, parecia que estava brincando com a mãe dela, quando éramos pequenas. Mas perái, eu já cresci, rs. Marla chegou mais tarde e tomamos um cafézão da tarde preparado pela minha tia. Enquanto isso, Zé Bob dormia com a cabeça no travesseiro (cão lindo e folgado!).

Fim do tour - O dia acabou com uma carona até a Rua Santa Cruz de onde segui para o meu destino. Já era de noitão quando cheguei em casa. E resumindo minha caminhada pelo Ipiranga, minha impressão de maneira geral foi boa. E é bom voltar nestes lugares com outro entendimento, com outra visão, com uma visão mais macro das coisas. Realmente, nossa cabeça muda, evoluiu e tudo à nossa volta. Outras não, continuam intactas, outras perecem, para nos mostrar que um dia tudo se acaba ou não! Poderia dizer que o Ipiranga é o mesmo de 20 anos atrás, mas nem eu sou a mesma, nem seus moradores, nem suas quase ruínas ou seus monumentos. Tem muita história ali, para ser contada por toda a eternidade. Histórias de DPedro, histórias dos Nanni, dos Pizani, dos Lippi, dos Branciforte e da italiana que por ali se instalou e passou. Ainda volto prá ver mais coisas, talvez sob outra ótica ainda, mas com a certeza de que tudo na vida é fase e por etapas temos que passar, como metas a serem cumpridas. E como é bom ter histórias para contar!

Sobre como usar o tempo

“Uma pessoa sábia sabe como usar o tempo. Sabedoria é espiritualidade. Use o tempo para o eu e não se deixe levar por hábitos que causam estresse. Temos tanta riqueza interior mas não a exploramos. Precisamos redescobrir quanto amor e sabedoria existe dentro de nós. Mas só através da contemplação, meditação e reflexão ela emergirá. Dessa forma a riqueza interior poderá ser usada e compartilhada.”


Mohini Panjabi

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E é com este trechinho do texto de Panjabi que começo meu blog.

Para você que me encontrou, seja bem-vindo!